Rede estadual retorna às aulas com mudanças


O ano letivo começa na maioria das escolas estaduais da região de abrangência da 36ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). Um total de 50 educandários voltou às aulas entre ontem e hoje, e outros 10 iniciarão o ano letivo no dia 27 de fevereiro. O atraso ocorre em razão da greve do magistério.

“Temos 16,5 mil alunos matriculados em 60 escolas da região, distribuídas em 12 municípios. Tanto no mês de janeiro, quanto na primeira quinzena de fevereiro, as equipes realizaram a organização do ano letivo e a preparação para o retorno dos estudantes. Teremos, em 2020, muitas novidades encaminhadas pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), nossa mantenedora”, destacou o titular da 36ª CRE, Cláudio de Souza.


Dentre as novidades estão o Diário de Classe On-line, que substituirá o Caderno de Chamadas físico. Por meio desta ferramenta, os professores poderão lançar notas, presença de alunos e o cronograma de aulas por meio do celular ou computador. Pais e alunos terão acesso às informações em tempo real, assim como professores, coordenação pedagógica e equipe da Coordenadoria. “Acreditamos muito nessa ferramenta que, sem dúvida, vai aproximar, ainda mais, a família da escola. Também vai agilizar todo o processo que temos, já que as notas vão migrar por meio do sistema”, reforçou o coordenador.


Haverá um aporte maior de recursos, por parte do governo do Estado, para a merenda escolar. Segundo a Seduc, com uma previsão orçamentária de R$ 9,2 bilhões na área da educação para 2020, os valores de alimentação escolar quase dobram no Estado, passando de R$ 43 milhões para R$ 85 milhões – de R$ 4,3 milhões para R$ 8,5 milhões ao mês.


Em sala de aula, as mudanças serão bastante significativas. Os Anos Iniciais do Ensino Fundamental deixarão de ter apenas um professor titular, responsável por disciplinas como Língua Portuguesa, Matemática e Ciências. Haverá um professor, habilitado, responsável por trabalhar a Educação Física e, outro, o componente de Produções Interativas. “Neste componente iremos trabalhar a leitura, a matemática, a escrita de uma forma mais lúdica, com o uso de jogos e ferramentas tecnológicas”, destaca Cláudio.Nos Anos Finais, do 6º ao 9º Ano, o novo componente, Projeto de Vida, vai trabalhar temas atuais e preparar os alunos para a entrada no Ensino Médio. 


É neste ano, também, que 10 escolas da região – incluindo três de Ijuí – passam a implantar o novo Ensino Médio. Pela nova proposta, serão 1.800h dedicadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e 1.200h dedicadas aos percursos formativos, que são áreas escolhidas pelos estudantes. “As escolas vão trabalhar a sustentabilidade, o empreendedorismo, as áreas da saúde e do esporte. O Ensino Médio é uma das fases que mais nos preocupa, porque é onde temos o maior índice de evasão e reprovação. É importante, portanto, que o Estado dê este passo e ofereça uma proposta diferenciada, que aproxime o que é trabalhado daquilo que o aluno deseja”, opina o coordenador.

Outra mudança está na avaliação. Até então, as escolas tinham diferentes tipos de expressões e resultados para avaliar os alunos, como pareceres, notas, conceitos, e isso dificultava a transferência dos estudantes entre escolas. Agora, os educandários terão expressões de resultados estabelecidas pela Seduc. A nota será de 0 a 10 e a média final, para passar de ano, será 6, e não mais 5, como acontecia. 


“Também teremos o início de um projeto novo, Façanhas, que vai trabalhar a correção da distorção idade-série dos nossos alunos. Temos, na nossa região, 752 estudantes que estão fora da sua faixa etária. Que estão com uma defasagem de dois anos”, destacou o coordenador, lembrando que é a primeira vez que o Estado lança um programa voltado a esta problemática.


Fonte: Jornal da Manhã

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